Como cheguei à comunicação?

Sabe aquele estalo que surge na sua mente quando você percebe que algo já estava lá na sua vida há anos e você só não tinha se dado conta? Foi assim que eu me liguei de como cheguei à comunicação. Na verdade, eu sempre estive lá, só não tinha um diploma na parede.

Desde bem nova, me via apaixonada por ouvir e contar histórias – principalmente, inventá-las. Sem nem saber ler, pegava os livrinhos infantis que tinha em casa e criava uma narrativa pelas figuras, mesmo não tendo ideia do conteúdo real do livro. A leitura só se tornou minha companheira mais tarde, mas contar uma história se tornou parte de mim bem cedo.

Naquela época, quem representava a contação de histórias eram as professoras do jardim de infância. Logo, eu acreditava que, para contar histórias, eu precisava ser professora também. Cresci com essa ideia de que deveria ser educadora. Acho que todo mundo já pensou em ser professor um dia, porque, querendo ou não, é uma das primeiras profissões que a gente tem acesso por mais tempo na vida.

Quando eu descobri que era possível ser algo além de professor, naveguei por várias ideias de profissões diferentes e me vi tão confusa depois de um tempo, olhando para diversas possibilidades, que começaram os questionamentos. Sabia, no entanto, o que eu não queria: não queria ver sangue, não queria examinar corpos, nada relacionado à saúde.

Ainda assim, eram muitas as opções que sobravam. Com minhas notas em matemática no ensino fundamental e gosto pelo desenho e organização, acreditei por anos que meu lugar seria na arquitetura. A desilusão, por outro lado, veio com meu desempenho na prova para o curso técnico de edificações e o primeiro trimestre de matemática do ensino médio no Colégio Pedro II.

Aquele balde de água fria me deixou sem perspectivas até o final do terceiro ano. Pensei em diversos cursos diferentes, como filosofia, química industrial, letras – russo, nanotecnologia e várias outras coisas que não tinham absolutamente nada a ver comigo.

Em um bate-papo com minha mãe, ela falou que tinha conversado com meu pai sobre essa minha indecisão e eles sugeriram que eu fizesse jornalismo. Eu gostava de falar, de ler, de escrever, e era boa em tudo isso. Curioso como, apesar de ter feito jornais na escola e brincar de contar histórias na infância, eu nunca tinha pensado em jornalismo.

Prestei vestibular – sim – e passei para jornalismo em 2013. Logo no primeiro dia de aula, aula inaugural do curso, eu fiquei tão encantada com cada parte do que iria aprender nos quatro anos seguintes. Sempre foi isso, então!

Continuo amando escrever, ler e contar histórias. E é isso que eu quero continuar fazendo.

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