Compreendendo os colaboradores

As organizações são formadas por pessoas. Cada uma dessas pessoas possui características individuais, formas diferentes de reagir a determinadas situações, uma cultura particular, um histórico de vida. Pensando nisso, é necessário entender o comportamento desses indivíduos para que a organização tenha e alcance objetivos de forma eficiente e eficaz. As atividades e relacionamentos, os sentimentos e pensamentos dentro, fora e sobre as organizações são objeto de estudo do Comportamento Organizacional.

Para atingir os objetivos da melhor forma possível, os gestores das organizações devem compreender os comportamentos dos funcionários. Esses funcionários possuem necessidades que o gestor deve estar atento, pois, além de alcançar metas organizacionais, esses colaboradores também desejam satisfazer suas necessidades individuais. Por isso, um gestor deve pensar na motivação dos seus subordinados.

Para motivá-los, ele deve observar algumas teorias da motivação, como a de hierarquia de necessidades de Maslow, que explica que existe uma escala hierárquica de necessidades, sendo elas divididas em primárias – fisiológicas e de segurança – e secundárias – afetivo social, autoestima e autorrealização. Outras teorias reforçam que a motivação dos funcionários esteja ligada à necessidade de metas para que se sintam estimulados, de recompensas e de valorização do seu esforço e dos seus objetivos pessoais. Assim, sendo motivado pelos gestores e a organização de modo geral, o funcionário será capaz de desempenhar suas atividades de forma satisfatória para si e para a organização.

Dentro das organizações, esses funcionários são divididos em grupos e equipes pelos gestores, de acordo com as necessidades e metas a serem cumpridas. Os grupos são feitos e desfeitos de acordo com essas necessidades, basicamente, funcionando para compartilhar informações e tomar decisões, sejam para uma tarefa específica, ou apenas por características comuns. Já as equipes são a evolução dos grupos, possuem comunhão de objetivos, entendem e conhecem os comportamentos dos seus membros e são capazes de negociar, aprender em conjunto, compartilhar necessidades. Sendo assim, as equipes tornam-se mais interessantes para uma organização que visa à eficiência, à qualidade, à colaboração.

Um exemplo de líder motivador, hoje, no Brasil, preocupado com as necessidades individuais dos colaboradores, é o responsável técnico da Seleção Brasileira de Futebol, Adenor Leonardo Bachi, mais conhecido como Tite. Sua chegada à direção da equipe se deu em uma época turbulenta, em que havia pouquíssima expectativa de a Seleção participar da Copa do Mundo da FIFA em 2018, na Rússia. Ele, por outro lado, no auge dos seus 26 anos de carreira como técnico, foi capaz de motivar a equipe a ponto de elevar o nível da mesma e de garantir a retomada de confiança dos torcedores.

Foram seis vitórias consecutivas e uma goleada na Argentina, a maior rival do time brasileiro. Como ele fez isso? Assim como nas empresas, a Seleção Brasileira precisa de estratégias e alguns fatores fundamentais. Entre esses fatores está a motivação. O técnico contou à revista Você S/A que após um mapeamento dos gatilhos emocionais feito com os jogadores, conseguiu descobrir como despertar a vontade de jogar de cada um deles. Além da motivação, o líder trabalha com laços de confiança, transparência total, leitura do ambiente, lealdade e meritocracia, aperfeiçoamento pessoal e da equipe, aprendizado com os erros e lidar com a pressão de forma responsável e na direção dos bons resultados.

Segundo ele, na mesma entrevista, o segredo para o sucesso está em equilibrar o trabalho com a vida pessoal, ou seja, fazer aquilo que ama.

Eu não costumo dar conselho. Mas se desse, seria para fazer o que te fará feliz quando voltar para casa. Aí é que vem a sua recompensa. Não sei o que vou fazer depois da Seleção, mas será algo que me dará o mesmo combustível de realização que tenho agora.

TITE à VOCÊ S/A, 2017

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

TOZZI, Elisa. As lições de liderança de Tite. Você S/A, São Paulo, ed. 224, p. 20-31, jan. 2017.

Universidade Unigranrio. Comportamento Mesorganizacional: Grupos e Equipes. Comportamento Organizacional.

Universidade Unigranrio. Fundamentos do Processo Administrativo: Direção. Gestão Contemporânea.

Universidade Unigranrio. Introdução ao comportamento organizacional. Comportamento Organizacional.

Universidade Unigranrio. Liderança. Comportamento Organizacional.Universidade Unigranrio. Processos Relacionados ao Indivíduo (Aprendizado, Percepção, Personalidade, Atitudes e Valores, Emoções e Sentimentos). Comportamento Organizacional.

Deixe um comentário

Spam-free subscription, we guarantee. This is just a friendly ping when new content is out.

Voltar

Sua mensagem foi enviada

Atenção
Atenção
Atenção!